segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ele vai dar um jeito

Minha mãe mudou-se pra o Centro há pouco mais de quatro anos. Mora ali na José Garibaldi, a menos de cem metros do entroncamento com a RS118, aquele famoso pelos constantes acidentes. E bota constantes nisso! Praticamente acontecem todos os dias, mas só os que resultam em feridos ou, infelizmente, em mortes é que ganham notoriedade. De resto, só notamos os acidentes com prejuízos materiais pelos cacos de vidro sobre o asfalto ou um ou outro pedaço de sinaleira que restam.
Da casa da minha mãe se ouvem os estrondos e as freadas, quando elas acontecem, dos choques dos veículos. Nesse instante tanto ela como os seus vizinhos correm para olhar o que aconteceu. Eu e minha irmã temos carros e o que chama a atenção para os acidentes, não só para minha mãe, mas aos vizinhos é o medo que quem esteja envolvido seja algum parente, ou outro vizinho próximo. Esse é o grande temor dos que moram ao redor daquele cruzamento. Que as pessoas mais próximas estejam envolvidas e enroladas com aquela rótula maldita. Depois é que sobressai a solidariedade com os feridos. E não é pecado pensar desta maneira. Se não fosse este primeiro sentimento que pode parecer egoísta, muitos moradores não se dariam nem ao trabalho de auxiliar aqueles que sofrem sobre o asfalto.
Na edição de ontem o Diário de Viamão mais uma vez publicou reportagem sobre a luta da comunidade para acabar com aquele quadro, ali na 118. Eu mesmo já utilizei este espaço outras vezes para alertar e contribuir humildemente para a solução do problema, até que a duplicação prometida pelo governo estadual finalmente chegue ao nosso pedaço de rodovia.
Mas tenho certeza que ainda este ano, sob os cuidados do atual secretário municipal de transportes, a aflição dos moradores da José Garibaldi vai se encerrar. E me abasteço simplesmente da lógica para tal afirmação.
Nelson Souza, atual secretário da pasta dos transportes, já foi vereador, mas muitos viamonenses sabem que, além do político (e excelente orador, diga-se de passagem) é pastor evangélico. Nelson Souza “milita” pela causa religiosa na Assembléia de Deus, uma das mais antigas igrejas pentecostais do Brasil, já próxima de completar cem anos.
Pois é isso que me faz acreditar que Nelson Souza vai resolver de vez o problema dos acidentes ali no começo da velha estrada para o Passo do Vigário. Sendo pastor evangélico, a missão de Nelson Souza é cuidar do “rebanho” de Deus. O Pastor Nelson tem o compromisso de zelar pela vida espiritual dos filhos de Deus. Não só cuidar, mas fazer com que o rebanho cresça, prospere e se multiplique assim a Palavra e o Evangelho.
Mas não só cuidar da alma. Somente o conforto espiritual e o zelo pelos assuntos pertinentes à religião não podem prevalecer. Não há razão em preservar o espírito se não cuidarmos do vaso. O conteúdo não sobrevive sem a forma física, também obra de Deus.
Então, como homem do Senhor, para honrar seu compromisso com Ele e a sua igreja, não pode permitir que vidas sejam corrompidas pelo mais dramático e problemático cruzamento de Viamão. Nelson Souza é a pessoa certa, no lugar certo para dar fim a este suplício urbano. Seja com a colocação de uma sinaleira, tachões ou lombadas eletrônicas, seja o que for, não importa, temos que acabar com os acidentes ali na Garibaldi. Tenho certeza que este problema é a prioridade do nosso secretário dos transportes e do pastor. Ele vai dar um jeito. Aposto que vai.
Coluna publicada em 24 de janeiro de 2009.

Excelente ponto!

Talvez ainda seja muito cedo para começarmos a analisar a sucessão municipal, que só vai ocorrer daqui a quatro anos, mas é interessante fazermos algumas comparações com os oito anos da dinastia Ridi. O interessante do mandato de Ridi é que até agora não apareceram as suas viúvas, coisa que seguidamente acontece com Tapir e Pedro Antônio (estranhamente também não existem viúvas do Chiden). No caso do PT, podemos usar uma velha sabedoria popular que lembra que “viúvo é aquele que morre”. Os petistas continuaram no poder municipal e deram de ombros para o drama do Ridi.
O dono do bolicho
Volta e meia as pessoas se perguntam o que deu errado no projeto político do Ridi. Eu tenho a minha teoria (para variar!). Acontece que Ridi, ao final de oito anos de governo, viu seus parceiros políticos debandarem atrás de votos e cargos. Não ficou ninguém, lembram? Ridi teve que se contentar em ficar “cuidando a lojinha”, como diz a turma do Bairro Bom Fim, em Porto Alegre. Ridi foi o dono do bolicho, mas não tinha ninguém ao seu lado. Resultado: teve que baixar as cortinas dos seus projetos políticos porque quando passou o ponto não foi prestigiado pelo novo dono e pela patota petista. Deu no que deu.
Sob nova direção
Agora o dono que assumiu em 2005 conseguiu renovar o contrato por mais quatro anos, mas agora tem um sócio. Sócio bom, diga-se de passagem, pois trouxe bom capital político. Mas tem um problema. Se o bolicheiro agora pensar em novos investimentos para o futuro vai ter que entregar a loja para o sócio e isso ele não fará de forma alguma.
Gurí no balcão
Quando eu tinha seis ou sete anos e viemos para Viamão, uma das minhas funções no armazém dos meus pais era ficar no balcão, brincando e avisar quando chegasse um freguês (impossível imaginar hoje uma criança sozinha em um estabelecimento comercial, os ladrões e o Conselho Tutelar não permitiriam). Mas a idéia principal era que com o tempo, enquanto a gente crescia começava a também atender a freguesia e aliviaria o fardo dos mais velhos.
Pois parece que o nosso Bolicho Viamão está carecendo de um gurí, nem que seja para passar um paninho no balcão, ajeitar as miudezas na prateleira. Alguém que libere o dono e o seu sócio (que o dono não quer nem morto que tome conta do balcão) para outros projetos. Ao que tudo indica, o atual proprietário pode estar gostando da paisagem desde atrás do balcão, mas não pode se encantar de mais, em menos de quatro anos, terá que colocar a placa na porta: “transfere-se o ponto.”
A Palestina
Por mais que nos esforcemos nunca vamos entender este conflito entre israelenses e palestinos. Podemos até fazer análises, compreender contextos históricos, mas entender o que se passa nessa relação de ódio alimentada pelos princípios étnicos e religiosos fica muito difícil ainda mais para nós brasileiros. Pode soar estranho, mas acho que terá que morrer uma geração ainda para que possa ser iniciada uma relação de paz entre estes dois povos. A geração que ainda governa Israel é a mesma que sofreu o holocausto provocado pelos nazistas e lutou pela criação do estado Judeu, muito ligada ao sofrimento e à promessa de uma pátria para os filhos de Abraão. Só nos resta torcer para que este conflito acabe logo.
Coluna publicada em 17 de janeiro de 2009.

Desplanejamento

Não sei a opinião do leitor, mas eu não gostei muito da decisão de nosso honrado prefeito, Alex Boscaini de fundir duas secretarias (Planejamento e Desenvolvimento Econômico). Pior ainda foi a escolha da nomeclatura que vai permanecer. O mais sensato seria que o Planejamento, que já contava com importantes "subpastas", por assim dizer, é que ficasse a frente dando nome à esta super secretaria.
Desenvolvimento é política pública
Mais do que uma instância da administração municipal, desenvolvimento econômico é muito mais uma questão de políticas públicas a serem aplicadas. Em nossa cidade, a bem da verdade, tínhamos era uma secretaria da indústria e comércio, responsável pela fiscalização e pela emissão de alvarás. Muito aquém da ambição de quem nominou esta pasta no século passado (se não me engano foi criada na administração Tapir Rocha) com a finalidade de encontrar alternativas para o crescimento econômico capelista.
Morreu à míngua
Já o Planejamento também foi aos poucos perdendo espaço na nossa municipalidade. Escanteado agora, já vinha sendo desmoralizado, porque abrigava dois departamentos que deveriam há muito tempo ter status de secretaria: o Departamento de Meio ambiente e o Departamento de Habitação. E o Planejamento foi minguando e deu no que deu.
E agora?
Difícil agora é saber a prioridade que a secretaria vai perseguir. Porque ninguém vai conseguir me convencer que um gabinete vai conseguir tocar todas as instâncias que representam estes quatro departamentos com a mesma agilidade. Algum deles vai ser prejudicado, não tenham dúvidas disso.
Mudando de assunto
O nosso querido leitor não sabe como foram difíceis estas duas semanas de recesso em nossa coluna. É que no meio da noite, vinha uma boa estória pra contar, uma boa idéia pra desenvolver em forma de texto, mas a preguiça me impediu. Proposição para dois mil e nove: comprar um bloquinho para anotar estas idéias. Pena que não tenho um agora pra anotar esta proposição.
Metade da vida
Aproveito para agradecer aos amigos pelo carinho. É bem verdade que o Orkut facilita muito a vida dos usuários, lembrando a data de aniversário dos amigos, mas vá lá, o que vale a intenção. E como janeirista aproveito para "paranenizar" (vale um presente que adivinhar quem fala paranenizar) os meus amigos que também completam bodas neste mês: Carlos Dickow, Vanessa Rocha e Sandrinho Alves, todos neste domingo e o vereador Dédo, dia 17 próximo. E antes deles todos, tem o aniversário do meu amigo Eduardo Roggia, que faz aniversário neste sábado. Beijão Dudu!
Futebol dos vereadores
O Daniel Jaeger tá cheio de marra porque entrou arrebentando no futebol que os vereadores promoveram na quarta-feira passada, onde este humilde colunista pode mostrar todo o seu futebol e marcar quatro vezes (três a favor e um contra). O que o Daniel não diz é que só jogou nos últimos dez minutos, quando a turma já estava pra lá de cansada. Ô Daniel: da próxima vez chega na hora!
Coluna publica em 10 de janeiro de 2009.